01 setembro, 2017

Voltei, mas fiquei lá!

Texto escrito ontem para a página Bairrada

Hoje é o último mês de agosto.
É o mês de quem labuta fortemente por outra terras. É o mês de matar as saudades, é o mês de as por a zero!
Só quem andou lá por fora sabe o que este retorno significa.
Eu lá andei. Não fiz uma emigração dura, mas também não fiz uma emigração relaxada. Mas fiz sem duvida uma emigração fantástica.
De certo modo a vida encarregou-se de me enviar para lá.
Jamais me imaginei a viver num sitio assim. Todos me davam o prazo de 3 meses até voltar com o rabinho entre as pernas.
É longe, é diferente, tem outra cor, tem outro calor. É São Tomé e Príncipe.
Como na maior parte das famílias, também eu tenho tios e tias que andaram por terras de África num outro tempo.
Confesso que as histórias sempre me fascinaram, mas nunca entendi a intensidade das palavras até ser eu própria a experienciá-las!
África dá-nos duas opções: ou se ama, ou se odeia.
Não se gosta mais ou menos, não se fica porque tem que ser.
A primeira vez que fui, foi de férias, já sabia que aquele era o meu destino num futuro próximo.
O primeiro impacto foi horrível. Um calor insuportável, o aeroporto era o caos! Havia dezenas e dezenas de miúdos que já me chamavam, que já sabiam quem eu era. Como é que era possível? Fui batizada ali mesmo de “Maria, a branca mulhé di Miguel”.
E pela cabeça só me passava “Ó meu Deus que eu não fui feita para isto. Bem me avisaram que vir para aqui com um bebe de 9 meses não era boa ideia...”
Nesse dia à noite decidi que regressava no próximo avião para Portugal. Mal eu sabia que só havia voo daí a uma semana!!
O calor continuava insuportável, não baixava nem de noite e, ouro sobre azul, faltava a luz de 5 em 5 minutos. Era a loucura.
Depois de descansar de uma viagem de 6 horas feita durante a noite, lá resolvi dar uma oportunidade à cidade.
Durante as três semanas que lá estive foi indiscutível que o amor por aquela gente e por aquela terra nasceu e cresceu. Regressei a Portugal e passados uns meses fiz as malas de vez e fui!
Não é fácil viver em São Tomé. A ideia que tive foi que andei 50 anos para trás sem sequer ter 40 de idade.
O ritmo de vida é feito de leve-leve que é como quem diz devagar, devagarinho.
Todas as faltas que existem, quer sejam lojas, boas farmácias ou só o simples facto de poder beber água da torneira, são colmatadas com a simpatia desmesurada do nosso vizinho, com as músicas que nos fazem bater o pé a qualquer momento, com os cheiros e sabores que se vão entranhando.
São roças sem fim cheias da nossa história, é o cheiro do café, a água de coco que sabe tão bem, é provar as iguarias da terra sob o olhar atento do amigo de lá, que se ri espontaneamente com a nossa reação.
São todas estas coisas boas que nos ajudam a superar a degradação do país que parou após a independência. Ruas esburacadas, estradas que se foram recompondo ao longo dos tempos, as roças infindáveis, deslumbrantes, cheias de encanto e que estão por um fio. As faltas de luz constantes, as baratas, osgas, formigas monstruosas… enfim um sem número de coisas!
Mas depois penso, se esta gente é tão feliz, porque é que eu hei-de andar aqui inconformada?
Ouvi muitas histórias boas sobre o tempo dos portugueses, muita gente me dizia que no tempo do branco é que era. Falei com muita gente mais velha. Umas vezes orgulhei-me outras, enrolei-me de vergonha. Nunca fui discriminada, pelo contrário sempre fui muito acarinhada. Aprendi muito, aprendi a viver sem o consumismo por exemplo. Fiz amigos para a vida que se riam de quando me coçava por causa dos mosquitos e ficava com a pele vermelha.
Em São Tomé andamos seguros e sem medo a qualquer hora do dia ou da noite!
De amanhã é a altura ideal para ir à frta. As senhoras da fruta já me conhecem e com aquele sotaque aberto e a carregar nos “erres”, chamam-me: “Márrrrriiiaaaa, Ámiga, vem, tem do maracujá qui você gosta” E tinham sempre, as malandras sabiam que eu não resistia!
Depois lá apareciam os miúdos a pedirem umas dobras para sei-lá-para-quê.
 O peixe aparece-nos à porta de casa, a fruta pão apanhamos no jardim e lá se faz uma refeição de bradar aos céus!
Infelizmente há coisas que não conseguimos contornar. Se São Tomé é dos sítios melhores para se criar um filho, é também o sitio que me fez andar com o coração nas mãos várias vezes. Infelizmente o sistema de saúde é caótico. E foi isso que me fez ponderar o regresso.
O meu filho veio rijo que nem um pêro! Comeu muita terra, andou sempre de pé no chão, durante dois anos, entre idas e vindas, foi 100% Santomense.
Regressei também cheia de saudades para matar. Das primeiras coisas que fiz foi pegar no carro e ir pela autoestrada, até Coimbra a cortar o céu azul que sós nós temos.
Voltei, mas vos garanto que parte do meu coração ficou lá!!








25 agosto, 2017

Uma Palavra: Impecável!

Não tenho muito a dizer deste produto produto, a não ser que é de facto muito bom!
Já o tenho há algum, mas só hoje tive oportunidade de o experimentar.
Estou a falar do Spray Protetor e Desembaraçante da Novex


Impecável

Foi o primeiro produto capilar para praia que não me deixou o cabelo super oleoso e com um aspeto pesado.
É bastante bastante leve e tem o cheirinho maravilhoso a que a marca já nos habituou.
Não me vou alongar. O Verão ainda não acabou e ainda há muita gente com férias por gozar. 
Por isso apostem neste produto. Verifiquem aqui tudo acerca do spray!

Impecável


Impecável


Boas férias!

09 agosto, 2017

Mãos na massa para o tempo passar!

Com a ventania que está, é quase impossível andar na rua.
E a barriga de 7 meses da mamã também começa a pesar. 
Por isso, hoje não há piscina em casa da avó, nem escorregas!

Mãos

O mais simples dos bolos para ser o Tomaz a fazer!

Bolo de Iogurte by Chef T!
  • 1 iogurte de aromas ou pedaços (morango)
  • 3 medidas (copo de iogurte) de açúcar
  • 3 medidas (copo de iogurte) de farinha 
  • 1 medida (copo de iogurte) de óleo 
  • 4 ovos inteiros 4
  • fermento 1 colher de chá
Juntar tudo (não é preciso bater as claras), num recipiente e bater bem. Untar uma forma com manteiga e polvilhar com farinha. Levar ao forno previamente aquecido em lume médio ou 180ºC cerca de 30/40 minutos. Para verificar se está bem cozido, confirmar com um palito.

Nós usámos uma Cloche (há quem lhe chame Patusca), o tempo de cozedura é de 20/25 minutos ligada na resistência de baixo! Liguei menos de 5 minutos por cima para lhe dar uma corzinha!


Mãos


Mãos


Mãos


Mãos


Mãos


Mãos


Mãos





02 agosto, 2017

A reclamação - O segurança, a grávida e o lugar de estacionamento!


Há dias publiquei na página do Facebook uma imagem de reclamação nos HUC.
Estava tão enervada com aquela situação que nem me apetecia explicar mais nada.
No entanto, acho que comunicar estas situações é sempre bom.
Os direitos são para se fazer valer.
Quem conhece o Hospital da Universidade de Coimbra, sabe que aquilo é o caos para estacionar.
Na condição em que estou, grávida de seis meses, quando procuro um estacionamento, tenho sempre em atenção que poderá haver alguém "mais grávida" do que eu, por isso prefiro estacionar em lugares normais.
Pois naquele dia estava muito calor e eu não encontrei estacionamento algum.
Felizmente o lugar das grávidas perto das urgências estava vago. Ufa!
Assim que saio do carro, aparece um segurança exigir que tirasse dali o carro porque era um lugar de grávidas só para acompanhantes de urgências e além disso tinha de ter o boletim de grávida visível. 
What?!!?
Ainda me ameaçou com a PSP e multas e o raio que o parta.
Retirei o carro, porque apesar de ter a certeza quanto à visibilidade do boletim de grávida, o local do estacionamento está efetivamente perto das urgências e preferi informar-me primeiro.
Mas, depois no caminho a pé até ao Hospital, debaixo de um calor insuportável, vim a pensar.
Mas que raio porque não posso eu estacionar ali? É um sinal vertical sem ressalva, os outros 3 ou 4 lugares de grávidas estão ocupados, eu estou grávida...
Fui direitinha ao balcão de informações perguntar se podia ou não deixar ali o carro.
- "Claro que pode!"
Lá contei o sucedido e o bendito senhor que me atendeu acompanhou-me ao gabinete de utente para que eu fizesse a reclamação. Estava tão indignado quanto eu!
Não contente com a reclamação, ainda escrevi para a PSP e para o IMTT.
Perante o exposto a PSP responde:

"Bom dia, agradecemos o seu contacto e informamos que pode efectivamente estacionar perante a referida sinalização sem inconveniente."

O IMTT:

"...Em primeiro lugar não sabemos qual a legitimidade de um "segurança" aplicar ou fazer cumprir a lei, para isso existem os agentes da autoridade.
Não encontrámos nenhum documento legal que obrigue a ter visível qualquer documento, muito menos um pessoal como o Boletim de Saúde da Grávida (BSG) para ter acesso ao estacionamento para grávidas, desde que seja a condutora do veículo.
Decreto Lei n.º 81/2006 indica apenas:
1 - Nos parques de estacionamento devem ser reservados lugares de estacionamento, próximo dos acessos pedonais e mediante sinalização, para veículos conduzidos por pessoas portadoras de deficiência, identificados com o respectivo cartão, por grávidas e por acompanhantes de crianças de colo. 
(...)
Este não indica a obrigação de ser portador de algum documento específico para acesso aos lugares de estacionamento.
Apenas o Decreto-Lei n.o 307/2003 que regulamenta o "Cartão de Estacionamento" refere a obrigatoriedade das "pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade" de colocarem este documento visível na viatura. Tanto quanto sabemos este documento não se aplica a grávidas!
1 — É aprovado o cartão de estacionamento de modelo comunitário para pessoas com deficiência condicionadas na sua mobilidade, reproduzido no anexo do presente diploma, do qual faz parte integrante.
2 — O cartão deve ser colocado junto ao pára-brisas dianteiro dos veículos em que se desloquem, de forma visível do exterior, sempre que estes se encontrem estacionados nos locais que lhes estão especialmente destinados."

Denunciem o que não está certo, porque senão estas conquistas de direitos não efeito algum! Alguém lutou para que elas existissem!


reclamação